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Expansão comprometeu qualidade de ensino

 

Os países africanos deverão continuar a desenvolver esforços para a melhoria da qualidade do ensino, que ficou em alguma medida comprometida com os programas de expansão do acesso ao nível da educação primária. Esta foi uma das questões afloradas no segundo dia da VIII Bienal da Associação de Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), que decorre em Maputo.
Segundo Manuel Rego, porta-voz do encontro, sempre que há expansão forte do sistema, há um grande perigo de a qualidade baixar e esta é situação da maioria dos países africanos que conheceram nos últimos anos uma forte expansão do acesso particularmente a nível do Ensino Primário.
Segundo a fonte, há muitos aspectos que concorrem para a qualidade de ensino que nem sempre estão disponíveis, como é o caso de salas em condições, professores treinados e motivados, livro escolar, quadro preto, entre outros. Indicou que a realidade mostra que é mais fácil construir uma escola com material precário e colocar um professor, do que criar todas as condições que concorrem para a qualidade do ensino.
No caso de Moçambique, segundo o nosso interlocutor, diz-se que a qualidade é baixa e associa-se isso à promoção semi-automática. “Não creio que a introdução do novo currículo se tenha traduzido na baixa qualidade. Isso não aconteceu e não era possível acontecer em dois, três anos. O que temos é muito mais crianças na escola do que tínhamos há anos atrás. É verdade que temos problemas de qualidade, mas temos monitorado através de estudos e estamos a trabalhar para a maioria, o que é rápido de se ver” disse a nossa fonte.
Nas discussões sobre a questão da melhoria da qualidade tem-se dado relevo à necessidade de alocação de mais recursos para o sector da Educação para que se possa garantir a formação de cada vez mais professores e de outras condições com o livro escolar.
Comparando a situação da qualidade do ensino em África e o caso moçambicano, Rego disse que o nosso país não se apresenta na pior situação, segundo uma avaliação recentemente tomada pública sobre a matéria. Numa tabela que inclui 52 países, Moçambique encontra-se a meio, situação que mostra que tem que se trabalhar mais para melhor a qualidade de ensino.

 

 

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